VODU - O LEGADO PANTEÍSTA

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Geralmente quando ouvimos falar de vodu, associamos a magia negra e aos honfós caribenho com seus bonecos espetados e seus zumbis, por serem as manifestações mais popularizadas do vodú. Principalmente agora, depois da tournée mundial da banda de rock Rolling Stones com o show "Vodoo Lounge", onde Mick Jagger se apresenta caracterizado de Baron Samedi. Também, in loco, os constantes despachos encontrados nos jardins da Casa Branca depois da última tentativa de golpe militar no Haiti.

O vodu caribenho vem dos feitiços africanos através dos escravos de Daomé, onde utilizavam tal culto para envenenar o corpo e a alma de seus senhores - "Quando a noite caia, e o som dos tambores soavam, os senhores tremiam ' alguém iria morrer...' -". Hoje está sincretizado com as tradições dogmáticas da Igreja e com os interesses políticos-religiosos americano, principalmente depois de Papa Doc. Hoje, no Haiti, a miséria busca a salvação nos terreiros do vodú Ardhá, Petro ou até mesmo nos temidos chapéus vermelho.

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Em New Orleans a herança da dor do cativeiro busca o conforto também no jazz e no blues, ambos enebriados pelo toque dos tambores dos Loás - mensageiros dos deuses do vodu - Zumbis à parte, que são vítimas da tetradoxina, um composto de: veneno de peixe, veneno de sapo, ervas e secreções de cadáver em decomposição, seguido de palavras mágicas e encantamentos bruxescos.

O vodu é uma das práticas mais antiga da história da humanidade. Há conhecimentos de tais culto a imagem, ou bonecos de pasta de arroz, há 3.000 anos antes de Cristo, na China de Lao-Tsé.

A magia dos bonecos era praticada pelos Babilônios e Assírios. Os hebreus durante o cativeiro na Babilônia criaram o mito dos Golens de barro. Os egípcios confeccionavam seus bonecos em madeira. Os escravos e mercadores africanos exportaram do Egito para suas tribos as técnicas, e as aprimoraram confeccionando bonecos de pano com pertences pessoais da vítima, tornando o tal feitiço mais eficaz e de efeitos mais rápido, associados às suas divindades panteístas.

Na Grécia era muito difundido a magia dos bonecos.

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Platão, como membro da Escola Iniciática dos Mistérios, dedicou-se às pesquisas dos encantamentos dos bonecos.

Aristóteles acompanhava o general Alexandre O Grande em suas campanhas militares com sua maleta de feitiços; onde nenhuma cidade era invadida sem antes os líderes serem "torturados" através de bonecos de argila com suas características. Há outras várias referências nas obras de Heródoto, nos poemas de Ovídio ou nas bucólicas de Virgílio.

Já na Idade Média, encontramos também nas obras de Shakespiere e de Bacon.

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O vodu praticado na Irmandade de Ilú Sabbath® é singular, diverge dos conceitos brasileiro de espiritismo, do modismo demoníaco e sincretismo das Antilhas com suas perversidade e malefícios. Ilú Sabbath® tem acima de tudo um compromisso para com o astral, para com a tradição de 834 anos de alta magia, sem vínculos dogmáticos de qualquer seita ou religião, sem modismos. Mas fiel aos seus princípios. A magia dos bonecos, como na antigüidade, tem por objetivo de transportar o mal do corpo, da mente e do espírito de uma pessoa para o boneco, através da fusão também com um animal que leva consigo a doença ou o azar, a infelicidade ou qualquer tipo de feitiço imposta a esta pessoa.

O bruxo Mabo Bantu é reconhecido e respeitado internacionalmente por ser fiel aos princípios da magia de luz, não permitindo que se aproveitem de seu potencial para desejos mesquinhos ou obsessões maníacas. Estando sempre disposto a ajudar àquele que o procura com seriedade e respeito. Ajudando a abrir os caminhos profissionais ou financeiros, a encontrar o amor, a tirar vícios, auxiliar na saúde, na felicidade, no equilíbrio e na sabedoria. Através do vodu, além de muitas outras alternativas ritualística, o vodu da verdade, o vodu que ficou no passado, principalmente em París até o ano de 1.795. Hoje Mabo Bantu é o único que ainda pratica os encantamentos da magia dos bonecos da antigüidade, numa fusão da bruxaria moura-andaluz.