DAÏKAR - O EROTISMO SAGRADO

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Vivemos num mundo cada vez mais atrelado a conceitos materialista, consumista, onde a sensualidade e o prazer estão cada vez mais alinhados ao sucesso e ao status. A sexualidade associada aos mistérios sempre esteve presente na história da humanidade. Já no livro de Gênesis encontramos várias referências ao assunto, através de parábolas, e em vários outros livros do Antigo Testamento.

O erotismo está intimamente ligado às divindades e demônios em nosso subconsciente, a exemplo da lenda medieval dos "incubus at sucubus" - demônios que se transformavam em mulher para seduzir os homens, e em homens para seduzir mulheres - muito familiar ao inquisidores que torturavam inclusive crianças até a morte, para confessar tais relações, numa promiscuidade "santa". Um exemplo clássico da insanidade misturada com fanatismo, é o insólito caso clínico de Santa Tereza de Jesus, nascida em Ávila em 1.515. Seus poemas místicos não são poemas de amor como a Igreja afirma, mas de violenta paixão reprimida, de êxtase e de erotismo fálico. Um dia, segundo ela, a própria imagem do Redentor se materializou, estreitando-a fortemente nos braços e disse: "usted eres mia, y yo soy tuio". Veio por fim o êxtase do orgasmo através da transverberação, o ato sexual de defloramento por um dardo, que é um símbolo fálico: "um dardo de ouro, tendo na extremidade ferro incandescente", era justamente o que ela tinha recalcado.

O erotismo está intimamente ligado às divindades e demônios em nosso subconsciente, a exemplo da lenda medieval dos "incubus at sucubus" - demônios que se transformavam em mulher para seduzir os homens, e em homens para seduzir mulheres - muito familiar ao inquisidores que torturavam inclusive crianças até a morte, para confessar tais relações, numa promiscuidade "santa". Um exemplo clássico da insanidade misturada com fanatismo, é o insólito caso clínico de Santa Tereza de Jesus, nascida em Ávila em 1.515. Seus poemas místicos não são poemas de amor como a Igreja afirma, mas de violenta paixão reprimida, de êxtase e de erotismo fálico. Um dia, segundo ela, a própria imagem do Redentor se materializou, estreitando-a fortemente nos braços e disse: "usted eres mia, y yo soy tuio". Veio por fim o êxtase do orgasmo através da transverberação, o ato sexual de defloramento por um dardo, que é um símbolo fálico: "um dardo de ouro, tendo na extremidade ferro incandescente", era justamente o que ela tinha recalcado.

Freqüentemente misturam-se sexo com religião. A tal mistura é bastante lógica. O sexo começa pela mente, como vícios e a até a elevação espiritual. Por isso são orgiáticos as cerimônias religiosas de várias sociedades primitivas e em várias nações da antigüidade. Os desregramentos sexuais que caracterizam os povos orientais, não constituíam pelo mesmo motivo simples de libertinagem, mas representavam uma forma de facilitar a comunhão sobre o natural com as divindades, pois o erro ou a fraqueza não necessita de religião para se degradar. Pelos estreitos vínculos da vida mental com a sexual, erotismo é loucura como o fervor desequilibrado religioso é o mesmo, não há consistência e é vida curta, manifestam-se ligados em numerosos casos de misticismo e de pessoas incrédulas, que se desequilibram e destroem suas vidas pela própria loucura mental.

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Na antigüidade pagã o homem era a semelhança de Deus ou dos deuses, com todas as suas qualidades e defeitos. Entre eles, os que presidiam o amor: Dionísio, Falo, Eros, os Sátiros e suas ninfas, com uma fálica mitologia onde o homem raramente consegue assumir seu eu. Afrodite Ourana, ou simplesmente Celeste, deusa do amor puro e ideal, nascida do membro viril de Urano, jogada no mar fecundo, "e nada mais natural", como comenta Krapp, -"que é uma deusa do amor nascida de um falo, que revela o amor verdadeiro e não a promiscuidade ou o erotismo" -.

Afrodite em grego "appodirn", vem de "appos" que significa aphoros que Hesiodo emprega no sentido de esperma, não de espuma como dizem, pois a deusa não foi gerada pela espuma das ondas, mas pelo esperma de uma divindade.

Nas religiões orientais antiga, havia a valorização do sexo como parte de um ritual. O princípio feminino de Shakti unido ao masculino de Shiva, são a base do tantrismo. Shakti, cujo nome significa Poder, representa a energia primal que está por baixo do Cosmo e pode ser representada bela como Parvati ou feroz como Kali. Seu consorte é Shiva. Da união dos dois nasce o Cosmo.

Segundo o tantrismo, "Shiva sem Shakti é um cadáver". De acordo com essa religião, os desejos materiais devem ser satisfeitos e os apetites físicos saciados. Mas a satisfação dessas necessidades implica um método. A atividade humana nessa direção tem que ser ritualizada e a paixão sensual, elevadas e transformadas em um ato de adoração. Para os tântricos, é comum fazer oferenda de seus sentidos à divindade como um sacramento.

O Ocidente aprendeu muito com o Oriente sobre o erotismo sagrado. Mas, enquanto os ocidentais passaram a usar as técnicas tântricas para prolongar o orgasmo, os indianos as utilizam como parte do ritual sagrado. Na maioria das tradições orientais a união do masculino com o feminino representa o retorno à Unidade Divina.

Atualmente, a sociedade moderna nos impõe seus valores. Mas precisamos perceber que a sexualidade pode ser uma forma de meditação, um despertar da Consciência Cósmica.

No ritual Maithuna (uma técnica do Taoísmo chinês), acredita-se que as mulheres quando sexualmente excitadas, emitem grandes correntes de energia ( houve uma experiência no Brasil com algumas mulheres nordestina, conhecidas como "mulheres lagosta", que sulcavam o pênis durante o orgasmo numa compressão ao ponto do sangramento do pênis. Tais mulheres, durante o êxtase, mantinham por mais de 5 minutos uma lâmpada de 60 watts acesa no contato com seu sexo) Tais técnicas se não forem canalizadas, não serão de nenhum proveito.

As virtudes emitidas durante o ato sexual recebem magneticamente, ao mesmo tempo, o orgão masculino, sua semente e seu poder psíquico. Segundo o tântrico, as mulheres drenam energia dos homens.

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De acordo com o tantrismo, a alma pode ser salva através do corpo e a emancipação espiritual vem pela satisfação sexual, numa perfeita integração entre o espírito e o corpo. Uma das técnicas tântrica é de atingir o climax sexual sem ejaculação, estado esse, comparado a estados extáticos de exaltação espiritual. Os ritos tântricos intensificam, progressivamente, o desejo sexual que assim energizado pela contenção, torna-se uma eterna fonte de energia.

Os rituais tântricos para surtirem efeitos, devem sempre serem orientados por um bruxo ou um guru que conheça tais mistérios.

Nas religiões orientais antiga, havia a valorização do sexo como parte de um ritual. O princípio feminino de Shakti unido ao masculino de Shiva, são a base do tantrismo. Shakti, cujo nome significa Poder, representa a energia primal que está por baixo do Cosmo e pode ser representada bela como Parvati ou feroz como Kali. Seu consorte é Shiva. Da união dos dois nasce o Cosmo.

O ritual de Daïkar, o erotismo sagrado da magia de Mabo Bantu, vem das tradições Persa, principalmente da rainha Al-Síbia do País de Sabá, o pais das mil fragrâncias (que está longe de ser mera lenda), a grande musa do povo hebreu e, principalmente de Salomão, onde o poder está associado à fusão dos espíritos através do coito, ou apenas do sêmen e do orgasmo sem haver a necessidade do contato físico. O líquido sexual, para o astral, é muito mais energético que qualquer outro elemento de fusão da Natureza. É a essência do sentido mais forte do elemento humano, é também uma das principais forças motrizes das sociedades moderna, onde famílias e até Estados estão alicerçados. Hoje, chefes de Estado e grandes empresários em todo o Mundo, tem consciência das infinidade de ramificações que existem no mundo dos Mistérios para que alcancem seus objetivos com precisão. Um deles é justamente a unificação de forças astrais com energias magnéticas do espírito, através de fusão sexual, numa cumplicidade, seja entre amantes ou sacerdotes, de ideais, em busca da vitória e do sucesso através do prazer. A essência química etérea do espírito humano é volátil e magnética, atraindo para si outras manifestações neuro-psíquicas externas. É o canal de comunicação entre o Universo oculto de outras dimensões, conectado a psiquê humana.