G O E C I A

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"Com freqüência, e em muitas sociedades, o mal é visto como uma força consciente, e sentido como se fosse personificado. Por uma questão de simplicidade e clareza, chamei a essa personificação de "o Diabo". O mal não é nunca abstrato. Deve ser compreendido sempre em termos do sofrimento de uma pessoa". (Trecho do discurso de Ivã a Aliosha em Os Irmãos Karamazov de Dostoiewski.

Imagine uma mãe trêmula com seu filho nos braços, e um círculo de invasores turcos à sua volta. Eles planejaram um divertimento: brincam com o bebê, riem para fazê-lo rir. Conseguem, a criança ri. Nesse momento um turco aponta uma pistola a dez centímetros do rosto da criança. Esta ri com satisfação, estende as mãozinhas para a pistola, e o turco puxa o gatilho na cara da criança, estourando-lhe os miolos. Acho que se o diabo não existe, mas foi criado pelo homem, o foi a sua própria imagem e semelhança." (trecho do livro "O Diabo" de Jefrey Burton Russell.

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Goecia é uma terminação grega para magia negra, nigromancia, artes de malefícios, sortilégios e encantamentos. Porém, a priori, a magia é a grande ciência. A mãe de todas.

"A magia consiste no culto aos deuses e é adquirida mediante este culto", diz Platão.Deuses, que na verdade, nada mais são que as Potências ocultas da Natureza, personificadas pelos sacerdotes instruídos e iluminados -hierofantes-, nas quais veneram apenas os atributos do Princípio Uno, à qual,, criam-se diversos nomes, inclusive Deus.

A magia é a ciência de se comunicar com Potências Supremas e supra-mundanas e as dirigir, bem como de exercer domínio sobre as de esferas inferiores; é um conhecimento prático dos mistérios ocultos da Natureza, conhecidos unicamente por alguns, pelo fato de serem difíceis de aprender sem incorrer em erros, causando distúrbios psíquicos ou desastrosos fracassos para aqueles que não estão aptos ou sem orientação de um iluminado.

Os místicos da Idade Média, segundo os conceitos da Igreja, dividiram a magia em três categorias: Teurgia, Goecia e Magia Natural. Com efeito, todas formam uma unidade. A goecia (magia negra) e a Natural (magia branca) elevaram-se aos mais altos níveis de estudo exato e progressivo. Os desejos materiais, realistas, dos tempos modernos, contribuíram para desacreditar a magia, e a submetê-la ao mito, em alguns casos até ao ridículo.

Geralmente as alquimias são usadas para mudar a estrela daqueles que buscam o sucesso, seja no mundo artístico, empresarial ou político: manipulando a sorte e o destino. Através da alquimia o homem entra em equilíbrio etéreo com a química dos elementos da Natureza, abrindo as portas dos mistérios em auxílio do ser humano. Mabo Bantu é o mais bruxo polêmico. Foi o único a ter coragem e ousadia de desafiar o Sistema e a Igreja, numa reportagem assustadoramente ousada, mostrando na televisão em horário nobre, em rede nacional, um ritual de magia negra, que o marcou e o estigmatizou. Mas conseguiu provar o questionamento dos credos, alertando a marcha obsessiva do Mundo para uma dimensão cega de ignorância. Provou que o bem e o mal são subjetivos, estão nos conceitos dogmáticos e nos sistemas de Estado, não no oculto. Pois para o oculto o equilíbrio é necessário como tudo que há na Materna Natureza. DEUS está presente em todas as coisas, desde que sejam feitas com pureza e verdade. Para Ele , todos tem o direito de viver, vencer, de mudar seu karma ou destino, de ser feliz, fazer a estrela da sorte brilhar e ter sucesso, ter o direito de manipular nossas essências etéreas, fazendo o talento e a luta serem concretizadas para cumprir melhor nossa meta na Terra.

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