A VIDA E A MORTE - Segundo a alta magia

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A NATUREZA HUMANA:

Muitas teorias foram formuladas para explicar a Criação: dos pergaminhos Babilônios - parcamente transcritos para o livro de Gênesis, segundo os conceitos ecléticos do Concílio Episcopal de Évora no século VI - à Charles Darwin no século XIX e outros cientistas contemporâneos.

Até o momento, sabemos que no princípio o Universo era compacto e denso, por uma extrema compressão gravitacional (como um imenso buraco negro), num caos, onde todo o Sistema Solar caberia na cabeça de uma agulha. Havendo o ecatombe, que conhecemos como "Big Bang", houve a distribuição da massa, do calor, da poeira rica em vida e dos vapores. Desde então, o Universo está em expansão num processo evolutivo: nascimento e morte de estrelas, planetas e até galáxias, numa reciclagem de fertilidade.

O ciclo de evolução se aplica de uma bactéria até uma constelação inteira. Há uma unidade em toda a Natureza, seja cósmica ou terrestre, por que somos fruto do mesmo Princípio.

Sobre este Básico, as religiões criaram conceitos, deuses e semi-deuses; as ciências teorias; os filósofos pensamentos. Mas, independente de devaneios, dos condicionamentos evangélicos, ou das teorias; a lógica está presente dentro de cada um - no DNA, no subconsciente, na química somática -.

Excluída a idéia da intervenção divina, pelo simples motivo de que tal resposta está além de qualquer verificação científica, restam as pesquisas baseadas nas hipóteses construídas pêlos próprios cientistas, cujos conceitos originais estão nas Cabalas hebraica, nos hieróglifos egípcios, nos pensamentos filosóficos grego, e em muitos outros pergaminhos perdidos no tempo. Mas, alguns foram transcritos na Renascença por grandes pensadores, sábios filósofos e sacerdotes, dentro de um conceito alquímico e teocrático, que reportavam a Criação em toda a sua magnitude.

A vida não apareceu por acaso. Ao contrário, ela é o resultado de uma longa evolução da matéria, das moléculas simples às primeiras células a 4,5 Bilhões de anos atrás; num processo contínuo intimamente ligado à evolução da própria TERRA.

Esses fenômenos de mutações ocorreram na Terra, devido sua singularidade de matérias orgânicas, de uma atmosfera que retêm gases, interpéries, radiação adequada ao Sol; vulcões, relâmpagos tão essenciais como carga elétrica para a evolução, e um ar rarefeito com gases de metano, amônia e vapor d'água. Neste mundo insólito e extremamente fétido, as partículas se partiram e se combinaram em moléculas mais complexas, as mesmas moléculas que entram hoje na composição humana, que, em sua maioria, ou as mais complexas, vieram do céu, através dos meteoritos e cometas que bombardeavam constantemente a Terra. As principais composições química do ser humano é o carbono, oxigênio e hidrogênio, e sua fonte de energia é o Sol.

Os primeiros aminoácidos que compõe o DNA surgiu nos pântanos. As lamas fétidas e aquecida pelas lavas dos vulcões, foi o berço da vida - a conhecida "sopa primordial" -. Deste barro rico em aminoácidos, surgiu as primeiras formas rudimentares, que com as microgotas de RNA vindas do espaço, foi se aperfeiçoando.

Tanto a clorofila (mundo vegetal) como a hemoglobina (mundo animal), surgiram de um mesmo "ancestral químico". A separação das espécies foi lento e de mutações sobre mutações, até o HOMEM. Este processo evolutivo do homem só foi possível devido as constantes trocas hereditárias entre várias espécies de animais.

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O DNA guarda na memória da evolução biológica, toda a sua história.

No curso de seu desenvolvimento, um feto revive algumas etapas dessa evolução. Nosso cérebro com três partes (do cérebro primitivo ao córtex), é igualmente o resultado de uma sedimentação. E a composição química de nossos tecidos permanece muito semelhante à do meio orgânico de há 4,3 Bilhões de anos: cada uma de nossas células, é um pedacinho do oceano primitivo do qual emergiu a vida.

Nesse processo evolutivo o ser humano tornou-se o mais complexo em constituição física, inteligência e sensibilidade sensorial. Mas, para tanto, nossos ancestrais eram isentos de moral, ética, escrúpulos e preconceitos, vivendo intensamente sua sexualidade diversificada, tornando-nos um pouco de cada elemento deste habitat, dando-nos a universalidade instintiva, extra-sensorial e mutativa.

O Eu original é o elo perdido, onde Deus, como Senhor da Criação, é o sujeito oculto, abstrato e visionário. Seria o Deus verdadeiro que a humanidade aclamam ignorantemente o próprio Eu original? O elo original que vive dentro de cada um por gerações e gerações, por bilhões de anos? Nosso Eu original, ou nossa alma, possui o conhecimento do Elo Perdido. Vagamente somos surpreendidos pelo inconsciente com visões dos primeiros prótons em forma de répteis, animais disformes e aparentemente abomináveis e até primatas. Se o Eu original somos nós apenas evoluído, e o Universo está sempre em mutação, quem é Deus?

A ciência moderna constatou um pensamento filosófico dos sábios da antigüidade - hipocritamente escondido e deturpado pelos religiosos - que existe uma energia pulsante e extremamente precisa presente em todo o Universo. Esta energia existia, mesmo antes da grande Explosão.

Para a alta magia, que nunca esteve vinculada a dogmas, devaneios, mas a lógica da Natureza humana, isto é, DEUS - a energia plena e precisa que existia antes do nada - que a ciência chama de QUASAR.

Partindo deste pensamento, Deus deixa de ser abstrato, visionário, filosófico e teológico, para ser ABSOLUTO.

TRECHO DO LIVRO DE GOETHE, "FAUSTO", ONDE MENFISTÓFELES CONTOU-LHE A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO.

"As loas infindas dos coros angélicos tinham começado a ficar cansativas; pois, afinal de contas, não lhes merecera o louvor? Não lhe dera infinda alegria? Não seria mais divertido obter louvor imerecido, ser adorado por entes a quem torturara? Ele sorriu intimamente, e decidiu que o grande drama deveria ser representado."

"Durante eras sem conta a nébula ardente girou sem destino pelo espaço. Por fim começou a tomar forma. A massa central cuspiu planetas, os planetas esfriaram, as marés ferventes e as montanhas incandescentes se agitaram e arrepelaram, das negras massas de nuvens torrentes de chuvas quente inundaram a crosta mal solidificada. E então o primeiro germe de vida cresceu nas profundezas do oceano, e se desenvolveu rapidamente ao calor frutificante, transformando-se em vastas florestas de árvores, enormes fetos nascendo do bolor úmido e fedorento, monstros marinho parindo, lutando, devorando e morrendo. E dos monstros, à medida que a peça progredia, nasceu o homem, com o poder de raciocinar, o conhecimento do bem e do mal e uma sede cruel de adoração. E o homem viu tudo quanto se passa nesse mundo louco e monstruoso, tudo que batalha para furtar, a qualquer preço, alguns breve momentos de existência antes do decreto inexorável da morte. E o homem disse: ' Há um propósito oculto, se ao menos pudéssemos medi-lo, e o propósito é bom; pois devemos reverenciar alguma coisa, e no mundo visível nada há que mereça reverência'. E o homem afastou-se da luta, decidindo que Deus pretendera que a harmonia resultasse do caos, por meio dos esforços humanos. E quando seguiu os instintos que Deus lhe permitira, descendente que era das feras de presa, ele o chamou pecado, e pediu a Deus que o perdoasse. Mas duvidou do perdão, até inventar um plano divino pelo qual a ira de Deus teria de ser apaziguada. E vendo que o presente era mau, fê-lo pior, para que em conseqüência o futuro fosse melhor. E ergueu agradecimentos a Deus pela força que lhe permitira abjurar até das alegrias possíveis. E Deus sorriu: e quando viu, o homem se tornara perfeito em renúncia e adoração, mandou outro raio pelos céus e atingiu o Sol do homem; e tudo voltou a nébula inicial."

"- Sim, murmurou ele, foi um bom espetáculo. Ainda farei o representar outra vez."

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A MORTE - O Princípio etéreo e a Ressurreição

Nem todas as formas da existência da matéria são visíveis. O céu, em cujo fundo vivem todos os seres orgânicos descendentes da superfície terrestre, constitui uma capa de muitos quilômetros de altura, que gravita sobre nós, sujeitando-nos a uma pressão uniforme de muitas centenas de quilogramas, formando várias dimensões à qual não evoluímos o suficiente para detectar. Onde cada dimensão é um plano astral.

Estamos cercados e absorvidos num burburinho de milhões de corpos astrais, maléficos e benéficos, sórdidos e complacentes.

Para compreender melhor este fantástico universo etéreo, acompanhe o exemplo:

Ao esquecer um frasco de perfume aberto, nota-se a fluidez do líquido, apesar de não ver, mas sente no olfato as partículas aromáticas no ar. O estado de divisão atômica da matéria, como sabemos pela física, não é a compacta solidez que caracteriza aparentemente sob a imperfeita observação dos sentidos, escapando ao poder da visão. O éter que ultrapassa todo o espaço cósmico e penetra nos corpos, servindo de veículo aos fenômenos de transmissão e transformação dos forças físicas, representa também um estado material invisível de existência perfeitamente reconhecível.

A matéria tem outras formas mais tênue, que sucedem a outras e mais outras de tenuidade crescente, formando uma verdadeira escala de estados de condensação no Universo, que absorvem as formas mais grosseiras e maciças com a de condição dinâmica, é intangível, de tal sorte, que, segundo as revelações da Magia, nem a noção teológica do espírito puro deixa de ser material, por sê-lo tudo o que existe em qualquer plano ou aspecto da vida no Universo.

Há uma freqüência de raios cósmicos imperceptíveis que ultrapassam nossa cúpula de ozônio e gravidade, sendo absorvido pela rede elétrica durante as sinápses (reação química de todas as funções cerebral, causando um impulso elétrico) de nosso cérebro. É nosso espírito se comunicando com os milhares de mundos paralelos e com o universo - o que chamamos telepatia -, ou até mesmo captando energias cósmica negativa ou positiva, podendo estar também emitindo energias positivas ou negativas.

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Nosso Eu oculto, ou alma, como queiram chamar, é a casa do espírito, que por sua vez, é composto de sete elementos químico cósmico, que se alojam no momento da fecundação, com o DNA já programado pela Natureza, como vimos antes.

Ao morrer a matéria, resta a força energética fluídica, que está sujeita a uma organização ética, à uma hierarquia de status, sob um regime estereotipado de monarquia incondicional, onde a justiça ainda é cega, e não há tempo nem espaço, podendo um homem ter desencarnado puro numa cela franciscana e ser condenado por não cumprir sua missão penal de outras vidas. O suposto descanso eterno está sujeito a emoções, a autos e baixos, a umbrais pestilentos, a disciplina em campos elísios, ou incorporar-se às constelações.

O bem e o mal dos nossos conceitos e dogmas não influem em nada aos conceitos destes mundos. A reeducação se aplica a todos, onde as dívidas pendentes devem ser cumpridas em nova encarnação, num ciclo de vida e morte como tudo que há no UNIVERSO.

QUE AS FORÇAS SUPERIORES CUBRAM TUA ALMA DE LUZ E SABEDORIA